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Promiscuidade petista
 

Alguns simpatizantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva procuram minimizar as aberrações desferidas pelo petista nos últimos dias – uma exacerbação do que se verifica desde a  subida da rampa do Palácio do Planalto – creditando-as ao clima eleitoral. Uma forma generosa de abstrair o despreparo e a estupidez comuns ao aloprado maior. E a escancarada cumplicidade com o estupro da Lei Eleitoral. Campanha eleitoral nesse momento é crime.

A intimidade com Ahmadinejad, Castro, Chávez e outros ´democratas` e o esforço para fazer a ex-terrorista Dilma Rousseff subir a ´rampa` permitem elocubrações nada animadoras para o Brasil. E desfaz o discurso dos trepidantes porta-vozes de Lula, que escrevem nos jornais ou fazem comentários na TV e no rádio com um entusiasmo à altura dos ´favores` recebidos do erário.

A marcha da insensatez

No dia 23 de fevereiro, Lula escandalizou o mundo ao culpar o dissidente político cubano Orlando Zapata Tamayo pela própria morte, depois de 85 dias em greve de fome, em protesto contra a ditadura Fidel Castro.

Entusiasmado com a repercussão da desastrada declaração em Cuba, ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou às manchetes internacionais com a afirmação de que os presos políticos de Cuba são iguais aos “bandidos de São Paulo”.

Se estivesse ainda no Brasil, o correspondente do NYT Larry Rohter certamente escreveria que Lula voltou a exagerar na bebida.

Entre uma declaração e outra sobre o paraíso cubano e os presos políticos, Lula disse, durante ´campanha política` na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, que os prédios chiques de Copacabana também têm bandidos. Mais um disparate em favor da luta de classe que o presidente tanto investe, a exemplo dos parceiros Ahmadinejad, Castro, Chávez.

Embalado pela aprovação popular que o cerca, o presidente Lula exerce todo o seu despreparo e agressividade, sem qualquer cuidado com a liturgia do cargo. Pouco se importa com a desmoralização das instituições, de resto abaladas pela promiscuidade petista que não faz o menor esforço em separar o público do privado.

Com efeito, o mais recente escândalo no PT, mais uma vez envolvendo a cúpula do partido do presidente da República, é apenas sequência dos descalabros que se registram no país sob a presidência Luiz Inácio Lula da Silva.

Não custa lembrar que o presidente Lula defende a inocência de gente como Dirceu, Palocci, Dilma, Delúbio, Gonoino com a mesma veemência com que justifica o uso de caixa dois na sua campanha eleitoral, sob o forte argumento do que isso é comum no Brasil, “todos fazem”.

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Petista à vontade entre assassinos cubanos

Diretos Humanos ‘envenenam’ visita de Lula a Cuba

Lula Marques/Folha

 

Na sequência de imagens exposta acima, Lula assiste, impassível, a uma entrevista de Raúl Castro, o companheiro-ditador de Cuba.

 

Os repórteres crivaram Raúl de perguntas sobre um tema incotornável: a morte do pedreiro cubano Orlando Zapata Tamoyo.

 

Zapata, um dos tantos presos políticos de Cuba, fenecera na véspera, horas antes da chegada de Lula. Tombara no 85º dia de uma greve de fome.

 

Em memória do morto, os dissidentes do regime cubano promovem em Havana um minuto de barulho. A zoada ecoa ao redor de Lula.

 

Pois bem, instado a manifestar-se, Raúl Castro atribuiu a morte de Zapata, veja você, aos EUA.

 

"Lamentamos muitíssimo. Isso é resultado dessa relação com os Estados Unidos", disse o irmão do aposentado Fidel Castro.

 

"Não assassinamos ninguém. Aqui, ninguém foi torturado, mas sim na base [norte-americana] de Guantánamo, não em nosso território".

 

  Ricardo Stuckert?PR
Lula não disse palavra. Calado estava, calado ficou. Silêncio “cúmplice”, acusa Oswaldo Payá, líder do Movimento Cristão de Libertação de Cuba.

 

Payá afirma: "Respeitamos e amamos o povo brasileiro, mas o governo Lula não deu nenhuma palavra de solidariedade para com os direitos humanos em Cuba...”

 

“...Tem sido um verdadeiro cúmplice da violação dos direitos humanos em Cuba. Já não esperamos e nem queremos esperar nada dele".

 

Antes do desembarque de Lula em Havana, os dissidentes cubanos redigiram uma carta. Endereçaram-na a Lula.

 

No texto, classificaram Lula de “magnífico interlocutor”. Pediram que, nos encontros que manteria com Raúl e Fidel, ele intercedesse pela libertação dos presos políticos.

 

Lula não se animou a levar a mão ao vespeiro. No Brasil, criou a Comissão da Verdade, para perscrutar as violações aos direitos humanos da ditadura.

 

Em Cuba, o presidente brasileiro preferiu a cumplcidade silenciosa diante das mentiras convenientes enunciadas por Raúl.

 

Lula ouviu o irmão de Fidel criticar a imprensa: "Só publica o que os donos querem". Raúl enalteceu as maravilhas do modelo cubano:

 

"Aqui não há uma máxima liberdade de expressão, mas se os Estados Unidos nos deixarem em paz, poderá haver".

 

A carta dos dissidentes a Lula virou notícia no pedaço da imprensa que “só púbica o que os donos querem”.

 

Nem assim Lula se animou a mexer os lábios. O assessor internacional do presidente, Marco Aurélio Garcia, tentou explicar o silêncio.

 

Disse que a carta não chegara às mãos de Lula. Nem poderia. Os autores do texto foram à embaixada brasileira. Mas deram com a cara na porta.

 

Foi a quarta viagem de Lula a Cuba desde que virou presidente, em 2003. A comitiva presidencial deixou em Havana, além de abraços e apertos de mão, US$ 150 milhões...

 

...E levou da capital cubana, além de charutos, um vexame político que corre os jornais do mundo.

 

Com Blog Josias de Souza - Folha Online

Postado quarta-feira, 10 de março de 2010 às 19:26.
 
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