Antes da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, havia o temor de que o governo do PT jogasse por terra os esforços desenvolvidos para inserir o Brasil no cenário internacional como uma nação a caminho do desenvolvimento e uma democracia consolidada.. O temor passava especialmente pela economia. As bravatas petistas sugeriam que o país seguiria a cartilha reprovada no mundo inteiro: o socialismo. Felizmente, bem ou mal, Lula seguiu o manual dos governos Itamar Franco e, sobretudo, FHC.
Agora, notam analistas, a ameaça é real. Não, aparentemente, na economia. Mas, na política. Embora as chances de vitória de Dilma Rousseff do PT sejam tímidas, há uma possibilidade e essa possibilidade, ainda que remota, aponta para retrocessos políticos, algo como trilhar rumos esclerosados, como o que se vê há cinco décadas em Cuba ou, mais recentemente, na Venezuela.
Assim, sob um eventual governo Dilma Rousseff, não surpreenderia o fim da liberdade de expressão, o fim da liberdade religiosa, o fim da liberdade de mercado e o fim da liberdade de propriedade. Enfim, teríamos no país um governo digno de um Chávez e de um Fidel Castro.
LEIA
| CAMINHO PARA O DESASTRE POLÍTICO |
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Fim da liberdade de expressão, fim da liberdade religiosa, fim da liberdade de mercado, fim da liberdade de propriedade. Tudo isso, expressando o fim da própria democracia, está no horizonte do Brasil e pode se confirmar caso a ministra Dilma Rousseff(PT), ex-terrorista, ex-guerrilheira e ex-subversiva, durante a ditadura militar, seja eleita Presidente. Seu crescimento nas pesquisas, encostando no candidato do PSDB, governador José Serra, traz de volta os temores que existiam em relação ao presidente Lula antes de sua eleição. Há uma diferença: com Lula os temores eram mais econômicos; com Dilma, os temores são políticos.
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| Como fez Lula ao assumir o Governo, Dilma Presidente certamente manterá os fundamentos macroeconômicos do Brasil que vêm desde o Governo FHC com o Plano Real há 16 anos fazendo sucesso, inclusive permitindo ao Brasil superar bem a recente crise financeira internacional. Aliás, é graças aos bons sinais da economia que o presidente Lula está com sua popularidade tão alta(81% de aprovação). E é nessa popularidade pessoal que ele acredita esteja a força para transferência de votos e eleição da Dilma. Por isso, ele está comemorando o fato de a Dilma estar crescendo eleitoralmente. De acordo com pesquisa Sensus, divulgada nessa semana, ela passou de 21,7% em novembro passado para 27,8% agora, chegando perto de Serra que passou de 31,8% em novembro |
para 33,2% agora. Diferença entre os dois principais concorrentes à sucessão de Lula baixou para 5,4 pontos percentuais. Como Lula está em campanha aberta por Dilma pelo País, afrontando a legislação eleitoral, é possível que ela ainda cresça mais antes do jogo começar de verdade. Sua eventual eleição, no entanto, é motivo para grandes preocupações políticas. Primeiro, porque, curiosamente, Lula está propondo agora, em seu último ano do segundo Governo, tudo de autoritário que os radicais do PT queriam no início do seu primeiro Governo. Ele até que tentou alguma coisa, como impor limites à liberdade de imprensa através do Conselho Nacional de Jornalismo, iniciativa rejeitada e frustrada. Entretanto, agora, confiante na sua alta aprovação popular, está adotando providências |
autoritárias e preparando o terreno para que o Governo Dilma seja mesmo ditatorial. Destino do seu plano de vôo é a venezuelização ou cubanização do Brasil. Este é o Plano Nacional de Direitos Humanos, condenado pelos mais importantes setores da sociedade brasileira, como Igreja, Militares e Imprensa. Esse plano, na verdade, abusa da expressão “direitos humanos”, naturais e universais, porque, praticamente, estabelece uma nova categoria ideológica de “direitos humanos petistas” , pelos quais a vontade de uma minoria pode liquidar a vontade da maioria. Por isso, já está sendo chamado de Plano de Direitos Humanos às avessas. Segundo, porque, embora esse plano de evidente má fé política esteja patrocinado pelo presidente Lula, na verdade é coordenado e supervisionado pela própria Dilma,que, |
arrogante, autoritária, ressentida e revanchista, tem a pretensão de executá-lo. Para isso, já escalou sua principal assessora, Erenice Guerra, famosa pela preparação do dossiê contra FHC, como responsável pela chamada Comissão da Verdade, um dos pontos mais polêmicos do plano. Será uma funesta Comissão de Meia Verdade porque, além de desprezar a Lei da Anistia que beneficiou os dois lados em choque na ditadura militar, tem o objetivo de apurar os crimes cometidos apenas pelos militares, fechando os olhos para os crimes de guerrilheiros e terroristas como Dilma. Mas a primeira vítima do plano será a liberdade de expressão porque essa é uma prioridade de qualquer regime autoritário. Depois virão as demais levando o Brasil ao desastre político ou nova ditadura. |
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Editor Jota Alcides |